Urbis

Urbis: llamado a artículos V9N2-2019 (julio-diciembre), hasta 8-octubre-2019

Ciudades y migraciones

Por Dr. Etienne Helmer (Universidad de Puerto Rico, Estados Unidos) y Dra. Paula Cristina Pereira (Universidad de Porto, Portugal)

El devenir urbano de las sociedades humanas en la época contemporánea descansa en gran medida, además del crecimiento demográfico global, sobre las migraciones de grupos humanos que, por decisión o necesidad, pasan a vivir de pueblos de poca concentración humana y con pocos servicios, a ciudades que les ofrecen más opciones. Sin embargo, en muchos casos también las ciudades exponen a sus nuevos residentes a más dificultades y hasta inseguridad. Los fenómenos migratorios contemporáneos revelan el carácter ambivalente de la ciudad: evidencian no solo su carácter atractivo por sus incentivos sociales y económicos principalmente, sino también sus varias facetas que, dependiendo de los casos, facilitan o, al contrario, dificultan los movimientos migratorios centrífugos y centrípetos, tanto entre espacios exteriores y la ciudad, como dentro y entre los distintos barrios urbanos. En este sentido, las migraciones introducen nuevas discusiones en la esfera pública al poner a prueba la resiliencia de las democracias y al exponer las contradicciones entre las lógicas urbanas economicistas y la hospitalidad como práctica esencial a la universalidad de los derechos humanos. Las migraciones contemporáneas requieren entonces una profunda reflexión ante las cuestiones sociales, éticas, políticas, económicas y culturales planteadas por las transformaciones de la ciudad en virtud de los desplazamientos espaciales.

El presente llamado a artículos propone examinar la complejidad que los flujos migratorios traen a la vida de la ciudad, desde la perspectiva del urbanismo, de la antropología, de la filosofía, y de las ciencias sociales en general. Está abierto a propuestas que cuestionen no solo sobre la experiencia, la naturaleza y las significaciones de los fenómenos migratorios en las ciudades, entre las ciudades mismas, y entre las ciudades y espacios que les son ajenos, sino también sobre las maneras en las que las ciudades enfrentan, propician o dificultan estos fenómenos.

Cities and migrations

Dr. Etienne Helmer (Universidad de Puerto Rico, Estados Unidos) y Dra. Paula Cristina Pereira (Universidad de Porto, Portugal)

The urban evolution of contemporary human societies has to do not only with the global demographic growth, but also with the migrations of human groups that, by decision or necessity, happen to leave villages of little human concentration and with few available services, to reach cities that offer them more options. However, in many cases, the cities also expose their new residents to more difficulties and even insecurity. The contemporary migratory phenomena then reveal the ambivalent nature of the city, that is, its attractive character for its social and economic incentives, but also its various facets that, depending on the cases, facilitate or, on the contrary, hinder the centrifugal and centripetal migratory movements between the country and the city, as well as within and between the different urban neighborhoods. In this sense, migration introduces new discussions in the public sphere by testing the resilience of democracies and revealing the contradictions between economic urban logics and hospitality as an essential practice to the universality of human rights. Contemporary migrations then require a profound reflection on the social, ethical, political, economic and cultural issues that the transformations of the city, resulting from spatial displacements, have raised.

The present call to articles proposes to examine the complexity that migratory flows bring to the life of the cities, from the perspective of urbanism, anthropology, philosophy, and the social sciences in general. It is open to proposals that question the experience, nature and meanings of migratory phenomena in the cities, between the cities themselves, and between the cities and spaces that are alien to them. It is also open to reflections about the ways in which cities face, propitiate or hinder these migratory phenomena.

Cidades e migrações

Dr. Etienne Helmer (Universidad de Puerto Rico, Estados Unidos) y Dra. Paula Cristina Pereira (Universidad de Porto, Portugal)

A evolução urbana das sociedades humanas contemporâneas articula-se não apenas com o crescimento demográfico global mas também com as migrações de grupos humanos que, por decisão ou necessidade, deixam territórios de baixa densidade populacional e de escassos serviços para viverem em cidades que lhes oferecem certamente mais opções. Porém, frequentemente, as cidades expõem os seus novos residentes a mais dificuldades e mesmo à insegurança. Os fenómenos migratórios contemporâneos revelam o carácter ambivalente da cidade: evidenciam a sua qualidade atrativa, sobretudo, pelos seus incentivos sociais e económicos, mas também as suas várias facetas que, dependendo dos casos, podem facilitar ou, pelo contrário, dificultar os movimentos migratórios centrífugos e centrípetos, tanto entre os espaços exteriores e a cidade, como dentro e entre distintos bairros urbanos. Neste sentido, as migrações introduzem novas discussões na esfera pública ao colocar à prova a resiliência das democracias e ao mostrar as contradições entre as lógicas urbanas economicistas e a hospitalidade como prática essencial da universalidade dos direitos humanos. As migrações contemporâneas requerem, pois, uma profunda reflexão face às questões sociais, éticas, políticas, económicas e culturais suscitadas pelas transformações da cidade em virtude dos deslocamentos espaciais.

A presente chamada para artigos propõe examinar a complexidade que os fluxos migratórios trazem à vida da cidade, a partir das perspetivas do urbanismo, da antropologia, da filosofia e das ciências sociais em geral. Encontra-se aberta a propostas que questionem a experiência, a natureza e as significações dos fenómenos migratórios nas cidades, entre as próprias cidades e entre as cidades e os espaços que lhes são estranhos, incluindo também propostas que questionem os modos como as cidades enfrentam, propiciam e dificultam estes fenómenos.