Lógyca

Lógyca: llamado a artículos V9N2-2019 (julio-diciembre), hasta 8-octubre-2019

¿Cómo se distinguen la ciencia y la pseudociencia?

Por PhD. Nicola Caon (Instituto de Astrofísica de Canarias, España) y Dra. Mawency Vergel-Ortega (Universidad Francisco de Paula Santander-Cúcuta, Colombia)

Podemos definir como "pseudociencia" todas aquellas teorías, métodos o prácticas que intentan aparecer "científicas", pero no cumplen con los criterios propios de la ciencia. Sin embargo, a menudo es difícil comprender si una determinada afirmación o teoría es ciencia o pseudociencia, y en general hay mucha confusión al respecto.

Pues, ¿cuáles son los aspectos que nos ayudan a diferenciar ciencia y pseudociencia? Hay muchos, entre los cuales quiźas los más generales e importantes son: 

  1. La ciencia tiene un lenguaje claro y riguroso, mientras la pseudociencia suele utilizar términos vagos o sin sentido (como por ejemplo "medicina cuántica" o "energía vibracional positiva")
  2. Los científicos publican en revistas especializadas, donde los artículos son arbitrados por expertos en el tema. Los pseudocientíficos publican sus resultados en Facebook, blogs, webs dudosas, libros autoproducidos, etc.
  3. Los resultados científicos tienen que se reproducibles, para que cualquier investigador cualificado pueda comprobar si son ciertos o no. Los pseudocientíficos nunca dudan de sus afirmaciones, que a menudos se basan en hechos meramente anecdóticos o sobre experiencias personales.
  4. En la pseudociencia no cuentan los estudios realizados, la práctica y la experiencia: cualquier presentador, actor, personaje famoso o menos se siente capacitado para discutir sobre previsiones de terremotos, o presentar el nuevo método infalible para curar el cáncer.
  5. Los descubrimientos científicos siempre traen nuevas preguntas y problemas abiertos. La pseudociencia al contrario es estática, no se hace preguntas. Por ejemplo, si se afirma que las flores de Bach curan la depresión, pues eso, no hay ningún interés en entender el cómo y el por qué.

Estos son solamente algunos de los criterios (nada más que esbozados) que pueden servir para distinguir entre ciencia y pseudociencia. Así que me gustaría proponer los siguientes temas de reflexión:

¿Qué otros criterios se pueden aplicar para separar estas dos disciplinas? ¿Cuál es la manera mejor de transmitirlos a los ciudadanos? ¿Qué peligros conlleva aceptar las afirmaciones pseudocientíficas como ciertas y verdaderas? ¿Qué responsabilidad (negativa o positiva) tienen los medios de comunicación al respecto?

How can we tell science and pseudoscience apart?

PhD. Nicola Caon (Instituto de Astrofísica de Canarias, España) y Dra. Mawency Vergel-Ortega (Universidad Francisco de Paula Santander-Cúcuta, Colombia)

We can define “pseudoscience” all those theories, methods or practice that try to look as “scientific”, but do not comply with the criteria of proper science. However, it is often very difficult to understand whether a given statement or theory is science or pseudoscience, and there may be some confusion about it. Thus, what are the characteristics that allow us to tell science and pseudoscience apart? 

There are several, among which the most general and important are: 

  1. Science has a clear and exact language, while pseudosciences use vague or meaningless terms (such as “quantic medicine” or “positive vibrational energy”).
  2. Scientists publish on specialized journals, where articles are refereed by experts. Pseudoscientists publish their results on Facebook, blogs, questionable websites, self-produced books, etc.
  3. Scientific results must be reproducible, so that any qualified researchers can check whether they are valid or not. Pseudoscientists never doubt about their statements, which often rely on anecdotal events or personal experience.
  4. In pseudoscience, education, training, experience do not matter: any TV entertainer, actress, famous persons (or not) feel themselves up to discussing about earthquake prediction, or the last infallible method to cure cancer.
  5. Scientific discovery always give rise new questions and open problems. Pseudoscience on the contrary is static, never questions itself. For instance, if it is stated that Bach flowers cure depression, that’s it; there is no interest in understanding why and how they work.

 The are only a few of the criteria (merely outlined) that may be useful to distinguish between science and pseudoscience. So, I would like to propose the following lines for discussion:

What other criteria can ve use to tell science and pseudoscience apart? What is the best way to inform citizens about them? What danger may entail accepting pseudoscientific assertions as valid and true? What responsibility (negative or positive) do media have about it?

Como a ciência e a pseudociência são distinguidas?

PhD. Nicola Caon (Instituto de Astrofísica de Canarias, España) y Dra. Mawency Vergel-Ortega (Universidad Francisco de Paula Santander-Cúcuta, Colombia)

Podemos definir como "pseudociência" todas as teorias, métodos ou práticas que tentam parecer "científicas", mas que não atendem aos critérios da ciência. No entanto, muitas vezes é difícil entender se uma certa declaração ou teoria é ciência ou pseudociência, e em geral há muita confusão sobre isso. Bem, quais são os aspectos que nos ajudam a diferenciar ciência e pseudociência? 

Existem muitos, entre os quais os mais gerais e importantes são:

  1. A ciência tem uma linguagem clara e rigorosa, enquanto pseudociência costumam usar termos vagos ou sem sentido (como "medicina quântica" ou "energia vibracional positiva")
  2. Cientistas publicam em revistas especializadas, onde os artigos são julgados por especialistas no assunto. Pseudocientistas publicam seus resultados no Facebook, blogs, sites duvidosos, livros de produção própria, etc.
  3. Os resultados científicos devem ser reprodutíveis, para que qualquer pesquisador qualificado possa verificar se são verdadeiros ou não. Os pseudocientistas nunca duvidam de suas alegações, que muitas vezes são baseadas em fatos puramente anedóticos ou em experiências pessoais.
  4. Em pseudociência não têm de estudos, prática e experiência: qualquer apresentador, ator, famoso personagem ou menos sinto qualificado para discutir previsões do terremoto, submeter o novo método infalível para curar o câncer.
  5. As descobertas científicas sempre trazem novas questões e problemas em aberto. A pseudociência, pelo contrário, é estática, não faz perguntas. Por exemplo, se for afirmado que as flores de Bach curam a depressão, então não há interesse em entender como e por que.

 Esses são apenas alguns dos critérios (nada mais do que esboçados) que podem servir para distinguir entre ciência e pseudociência. Então, gostaria de propor os seguintes tópicos de reflexão:

Quais outros critérios podem ser aplicados para separar essas duas disciplinas? Qual é a melhor maneira de transmiti-los aos cidadãos? Quais são os perigos de aceitar declarações pseudocientíficas como verdadeiras e verdadeiras? Que responsabilidade (negativa ou positiva) a mídia tem a esse respeito?